A Criação do Seminário Teológico Batista Goiano na Primeira Metade da Década de 1980

O Início do STBG nos primórdios da década de 1980

A criação do Seminário Teológico Batista Goiano na primeira metade da década de 1980, a princípio era apenas um sonho, uma ideia, uma semente lançada que germinou e, cujo objetivo era expandir a obra missionária e de evangelização Batista no Estado de Goiás, com a formação teológica e ministerial de novos obreiros. Esse movimento expansionista de evangelização, ocorreu concomitantemente a criação de seminários regionais no Brasil.

É no bojo do ideário no campo da liderança denominacional que, surge o Seminário Goiano. Tal criação está diretamente relacionada às deliberações tomadas pelo plenário convencional através do primeiro relatório do Grupo de Trabalho de Planejamento Global Batista, em Goiás. Portanto, os batistas goianos tiveram uma participação significativa e decisiva a partir das próximas Assembleias, nos fóruns de debates que precederam todo o processo de criação do Seminário Goiano. Ressalta-se o protagonismo da liderança denominacional batista em Goiás, à frente da gestão administrativa da Junta Executiva, na presidência da CBG, dos pastores e demais líderes das Igrejas batistas.

É neste contexto que deliberações que a liderança batista na época apresenta o relatório anual da Junta Executiva da CBG na 40º Assembleia, realizada na cidade de Iporá, em julho de 1980, pelo Secretário Executivo Tesoureiro – Interino pastor Wanderley José Álvares. Inicialmente, o exame deste documento, propõe eleger ainda naquela Assembleia uma comissão para apresentar relatório à Junta Executiva, sobre a viabilidade de criar uma instituição de formação teológica. Nesta Assembleia é redigido um parecer da comissão sobre o relatório da Junta Executiva, que recomenda,

Sabe-se que através da liderança batista se protagonizou através do plenário da Assembleia Convencional a criação do Seminário Goiano e o avanço da obra teológica no Estado no início da década de 1980, na medida em que criavam condições para que as igrejas batistas pudessem recomendar seus candidatos e, assim oportunizar que novas igrejas viessem a ser pastoreadas por obreiros formados no campo, promovendo assim o acesso ao ensino teológico para candidatos anteriormente impossibilitados de deslocar-se do Estado para cursar o bacharelado em teologia nos três grandes seminários da denominação.

No caso de Goiás, a criação do Seminário Goiano na década de 1980, ocorre por uma deliberação do plenário da Convenção. Portanto, as vantagens de se criar um Seminário em Goiás eram favoráveis no campo da expansão e interiorização do trabalho batista em Goiás com a organização de novas igrejas, tendo à frente obreiros formados no próprio Estado.

Os batistas goianos ao retornar ao plenário convencional em julho 1981, na cidade de Gurupi, votaram pela criação do Seminário Goiano. Nesta Assembleia Convencional o Secretário-Interino, em exercício, pastor Wanderley José Álvares, que substituía o pastor Roberto Lee Hensley durante suas férias nos Estados Unidos apresenta seu Relatório Anual a 41ª assembleia da CBG. Segundo pastor Wanderley José Álvares (1981).

A expansão do trabalho batista no Estado implicava no desafio de plantar Igrejas saudáveis e preparar as novas gerações de obreiros com a urgência de evangelizar a capital – Goiânia e as cidades do interior do Estado. Desde então o Seminário Goiano têm assumido um papel essencial na formação teológica e ministerial, suprindo carências desses obreiros por formação e das Igrejas organizadas na capital e nas cidades do interior do Estado. Em 1981 já existiam no campo goiano 41 igrejas batistas organizadas, sendo 14 no município de Goiânia e 27 no interior. Aproximadamente 160 municípios não tinham trabalho batista. Enquanto Goiânia tinha aproximadamente um milhão de habitantes, o campo goiano contava com apenas 46 pastores.

Na Assembleia Convencional em Gurupi, o Grupo de Trabalho apresenta o relatório, em cumprimento as recomendações, cujo relator pastor Geraldo Ventura da Silva, na primeira reunião considera entre outros pontos a filosofia de educação teológica a ser seguida pela instituição.

Para a direção foram apresentadas várias opções tais como um missionário com sustento externo, um obreiro nacional com sustento de Missões Nacionais e/ou com sustento de outro campo. Segundo o relatório houve vários nomes indicados, prevalecendo o consenso sobre o nome do pastor Miguel dos Reis Cordeiro Neto, um idealista da educação teológica, cabendo a ele a responsabilidade pelos contatos com as igrejas, pastores e interessados na viabilidade do Seminário Goiano. Diante desta realidade, as deliberações tomadas na Assembleia Convencional em Gurupi possibilitaram que, fosse realizado no dia 1º de março de 1982, aula inaugural, dando início oficialmente ao Seminário Goiano.

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